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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Carnaval define destino do pistonista

Era o quarto dia de carnaval e o pistonista, exausto mas feliz, mal sabia que aquele seria o último dia que ele tocaria o instrumento. Os lábios estourados, a garganta seca, e a voz rouca pediam por um descanso.  Foi quando ele ouviu a multidão gritando por uma música mais animada, e sem pensar, ele largou o piston e pegou o microfone... A multidão se exalta! A cidade nunca viu nada igual! O pistonista vira crooner e rouba a cena no carnaval! E então, o que acontece depois desse sucesso inesperado? Ele decide largar o piston para sempre? Nunca mais... disse o músico.  Ele larga o piston, vende, doa o dinheiro para o pai, como uma forma de gratidão ou talvez um pedido de desculpas por abandonar a música. E a história termina com ele, anos depois, contando essa aventura para a neta, que o olha com olhos brilhantes de admiração... E agora? A neta pergunta algo? Ou você quer adicionar mais um capítulo à história?  E o moço tá pensando em voltar a cantar por causa da neta, né?...

Coisa de louco? Não, apenas uma conversa inusitada

 Ca ra, quando eu te conheci não sabia sequer falar corretamente, era trazido pelo Nijel ou pelo Alvinho, hoje estou aqui, já grandão, falando sobre você, sobre você e praticamente conversando com você, que durante alguns anos me deu um punhado de alegrias. Alguém falou em tristeza? Não, jamais fiquei triste ao lado deste velho moço, que está recebendo nova roupa e se porta como se tivesse novamente poucos meses de vida. Quantas vezes cheguei aqui solitário, falando baixinho para você, que um dia seria famoso e jogaria em um grande time brasileiro? Quanta ilusão. Você não respondia. Ficava calado. Seu silêncio parecia prever que nada disto aconteceria. Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho, que cracaço, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo do futebol, viu nascer a geração Rink, lideradas pelo incrível, e gordo, Chiquinho Maracanã, viu nascer o Tupan, onde o meu velho pai, Zebinho, jogava ao lado de craques como Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros da geração anos 20, nã...

Ainda temos Carnaval?

  Ouvi dizer que não teremos carnaval em várias cidades do interior fluminense, Campos e Itaperuna estão entre estas, Pádua também, me parece, adotará o não carnaval para poupar dinheiro para pagamentos diversos, e, comparando Miracema/Campos eu direi: Que falta fará o Carnaval em Campos? Cheguei aqui em 1985 e jamais vi um carnaval decente, exceto o desorganizado desfile de Escolas de Samba e o desorientado desfile de Bois, quanto a Miracema a folia acabou desde que a música baiana, o funk carioca e o forró nordestino assumiram o controle da música brasileira. Onde estão os blocos de rua? Não me digam que o calor é muito forte e o folião prefere ficar em casa, assistindo pela tevê os carnavais pelo Brasil, é um toque mais recente e o ocaso da nossa festa carnavalesca já se deu bem antes do grande advento da Internet e Tv a Cabo, acabou desde que as grandes figuras momescas, como Jair Polaca, Zé Faca, Claudinho e Calil deixaram este espaço terreno para viver no Oriente Eterno, este...