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Opinião - Vitória do Flamengo bem ao estilo Santos anos 60

  A bonita vitória do Flamengo, ontem, no Estádio José Amalfitano, em Buenos Aires, sobre o líder do campeonato argentino de futebol, não agradou a grande maioria dos torcedores e pelo menos a metade dos cronistas esportivos que trabalham nos canais fechados, principalmente os com base em São Paulo, que preferiram elogiar a vitória do São Paulo, sobre o fraquíssimo Sporting Cristal, há muito afastado da elite Sul Americana, e vangloriar o treinador Hernan Crespo e seus jogadores. 

A torcida do Flamengo, principalmente os amantes do Renato Gaúcho e aqueles que odeiam Rogério Ceni desde que chegou ao clube, também não gostou e mesmo com a grande vitória rubro-negra sobre o Velez Sarsfield, na casa do adversário, está feliz com o desempenho do time e procuram erros ou má colocação da defesa para justificar a ira sobre o treinador, que chegou a menos de um ano e foi o campeão brasileiro e da tal Super Copa do Brasil. 

O que acho estranho é que esta oscilação no setor defensivo acontece desde o período do amado, idolatrado e venerado Jorge Jesus, as falhas eram constantes devido a falta de cobertura para os laterais e as brechas no meio campo deixada pela ânsia em atacar... atacar... e atacar, o que acho maravilhoso e tenho muita simpatia por este estilo de jogo. Claro que um dia, como foi contra o Vasco, pode ser prejudicial, quando o ataque não acerta é certo que haverá gols do adversário e derrotas como aconteceu na semana que passou. 

Imagine você, que viu o Santos e o Botafogo jogar na década de 1960 ou 1970, ou que leu sobre estes dois times que tinham ataques poderosos e defesas medianas, criticariam abertamente os treinadores, que naquele tempo davam liberdade a todos para atacar... atacar... e atacar em detrimento a uma defesa forte, um esquema fechado e simplesmente dar espetáculo para quem fosse aos estádios assistir a grandes jogos em que estes dois extraordinários time desenvolviam. 

Ontem o Flamengo venceu lá em Buenos Aires, mas sabem porque criticam? Porque disseram que o Flamengo estava sob pressão e que Rogério Ceni estava na corda bamba e pronto para cair para dar lugar ao queridinho deles, Renato Gaúcho, que já está no Rio a espera de um tropeço e da gritaria da torcida comandada pela oposição do clube da Gávea. 

E o Internacional, do badalado e amado Miguel Angel Ramirez? Caiu para o desconhecido boliviano Always Ready que até semana passada ninguém no Brasil sabia quem era e é novato em Libertadores. Ah! Caiu na altitude, disseram os fãs do treinador espanhol, que estava com os pés no Flamengo, que preferiu Ceni. Hoje, nos programas da tarde, espero ouvir e ver os comentaristas traçarem algumas linhas ou palavras sobre as derrotas de Santos e Internacional na noite de ontem e esquecerem um pouco a pressão sobre Rogério Ceni, aí incluo os fãs de Ramires que fazem parte da torcida do Flamengo. 

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