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No futebol nada é eterno tudo é momento

  O amor pelo clube ainda é o que podemos dizer "para sempre",  e a idolatria as vezes também permanece intocável.  Sim, eu disse as vezes intocável, veja no caso antigo, com Rivelino no Corinthians, bastou uma saída sua, o camisa 10, para o Fluminense e desmoronou toda idolatria da Fiel Torcida para com o Reizinho do Parque, mas Zico, Pelé e outros grandes e inesquecíveis ídolos, são impagáveis na memoria de um torcedor de verdade. 

Abro a coluna de hoje com este parágrafo para chegar ao Flamengo, ao treinador do dia, Rogério Ceni, e ao ídolo que se foi no ano passado, Jorge Jesus, que jamais será esquecido pela Nação Rubro-Negra e por isto acredito que, depois dele, nenhum treinador será capaz de agradar a massa de torcedores ou, pelo menos, a metade deles. 

Jesus se tornou um "mito", e Domenec pagou preço alto por não seguir com as ideias do português e hoje Rogério Ceni sofre como mesmo problema. Acontece que Jorge Jesus tinha o time no embalo, com uma fase espetacular, Bruno Henrique voava pelos flancos, hoje se arrasta pelo meio, Everton Ribeiro era o pensador, hoje sequer consegue articular, a zaga era compacta e Rodrigo Caio não se contundia, hoje está debilitado fisicamente e seu companheiro, indicado por J.J, não corresponde e não é o mesmo Gustavo Henrique que brilhou no Santos FC. 

Há algumas rodadas passadas, quando o Fluminense ficou algumas partidas sem vencer pediram a cabeça de Roger, Nenê era velho e os garotos estavam sendo condenados pelos torcedores como "promessas não cumpridas". Bastou a vitória de ontem, sobre um rival que não soube vencer, para que Roger Machado voltasse a ser o grande estrategista e os "Meninos de Xerém" a solução para qualquer início de crise. 

Eu comentava no início do campeonato que o Atlético Mineiro montava o grande elenco e que era, na minha opinião, o grande favorito. Vieram as convocações e o time se espalhou,, ficou Hulk, aquele que disseram que estava acabado, ele decidiu alguns jogos e hoje, com a volta dos que estavam nas seleções sul americana, o Galo se firmou e já não pedem a cabeça de Cuca, como era pedido até por analistas das resenhas esportivas. 

Esta história de Cuca se repete com Abel Ferreira, do Palmeiras, e com Hernan Crespo no São Paulo, os dois eram "deuses" do vestiário e hoje são contestados por torcedores e por esta mesma imprensa que os colocaram em um patamar de Jorge Jesus, aquele vitorioso e inesquecível pela torcida do Flamengo. 

O futebol é momento e jamais será eterno para sempre. 

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