Acordei e fui para cozinha preparar o café da manhã e sequer me lembrei que teríamos jogo da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos. O jogo começou, foi rolando e ouço o grito do vizinho: "Gol do Brasil".
Aí me despertei para o fato e esperei terminar o café para me ligar no futebol e quando resolvei já estava 3x0 e Paulo César Vasconcelos, do Sportv, fazia elogios incríveis ao time de André Jardine e dizia que este era o melhor futebol que Brasil tem no momento e o Gustavo Vilane, a todo momento dizia "este é o futebol do Brasil".
Aquilo me chamou a atenção e me sentei para assistir o tal "vareio de bola" brasileiro sobre a Alemanha e entrei na onda de que "hoje devolveremos aquele maldido 7x1 de Belo Horizonte". E aos poucos o jogo oi caindo... caindo...e veio o pênalti, perdido por Matheus Cunha, e vieram algumas chances perdidas, por este mesmo Matheus Cunha, e o placar já poderia ter, pelo menos, 5x0 no final do primeiro tempo, mas não sei se por preciosismo ou nervosismo ou até mesmo afobação, o placar da etapa inicial ficou no 3x0 e na volta para o segundo tempo poderia engrenar novamente.
No intervalo terminei o que estava fazendo e me sentei para ver se o tal de 7x1 teria realmente uma devolução. E aí? O que aconteceu com o time brasileiro no segundo tempo? Pergunta Marina, que curte estes jogos de olimpíadas e mundial, e estava gostando do 3x0 e zangou comigo quando eu disse que estavam bobeando demais e poderia se complicar, mas Paulinho, no último lance, definiu o 4x2 e lavou a alma do torcedor brasileiro.
E o bom goleiro Santos, ainda no inicio do segundo tempo, no bom linguajar do futebol, "toma um frango" e deixa o jogo a feição dos alemães. Jardine muda o time, tira Claudinho, e o Brasil continua perdendo gols, muitos gols, e não define o jogo que estava desenhado para ser fácil e os jogadores entravam em pânico. Os alemães ficam com um a menos, o capitão foi expulso e aí pensamos que seria novamente fácil.
Ledo engano. Aos 36' mais um gol da Alemanha e o 3x2 começa a assustar e o treinador ficou tenso, nervoso à beira do campo, e os jogadores, antes senhores de si, já começavam a mostrar um stress emocional e senta-se uma tensão e um medo de um empate, seria injusto?
Mas injusto ou não o que fez o resultado ficar complicado foram os erros brasileiros e desperdiçaram um jogo que tinha tudo para ser a devolução de um 7x1 que está engasgado há seis anos na garganta da CBF. E, no final, valeram os três pontos e a experiência de que isto não pode novamente acontecer com um time que quer ser campeão.
Mas, só para complementar, o comentarista, excelente por sinal, Paulo César Vasconcelos, pecou pelo otimismo exagerado no primeiro tempo e no final ele, como eu, estava apenas torcendo para que o empate não viesse para os alemães.
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