Um jogo ruim, feio, desprovido de qualidade e dando a impressão de que o Flamengo acreditava vencer a qualquer momento e por isto errou tudo o que tentou em 100 minutos de futebol, lá na Arena Independência, em Belo Horizonte, contra o América, primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Renato Gaúcho, com aprovação do departamento de futebol, escolheu um time alternativo para enfrentar o Coelho, na sua toca, na capital dos mineiros, e, como dizem os analistas modernos, no papel era um time para disputar o campeonato com qualquer camisa que faria bonito, mas com a camisa rubro-negra é preciso algo mais, aquilo que o grupo de bons reservas não tem, ou seja, fazer o voo solo.
Porém, tem sempre um porém, não houve entrosamento, não houve tática ou plano de jogo e um ditado entrou em campo: "Uma laranja podre estraga todo o suco". E foi o que aconteceu, não uma laranja, mas duas delas, principalmente o lado esquerdo da defesa rubro-negra, com Renê, que desde o início mostrou aos mineiros o caminho das pedras.
Houve posse de bola, que quando perdida dava ao América um contra ataque que se desenhava desde os primeiros minutos, principalmente nas costas de Renê, e pelo lado direito Matheusinho não era aquele impetuoso jogador que a torcida esperava ser ao ser escalado titular neste time alternativo, e Bruno Henrique, ao lado de Pedro, destoava completamente e se mostrava dispersivo e inoperante, assim como o artilheiro da camisa 21.
E o jogo fluiu com um baixo nível que contaminou a torcida e o 0x0 parecia até que seria o placar ideal e justo para a qualidade inferior do futebol apresentado. Mas eis que surge aquele, Michael, que surge quando nada se espera dele, e faz um bonito gol e coloca alegria no rosto do torcedor, que naquele momento até esqueceu das críticas ao lateral esquerdo reserva do seu time.
Daronco, o árbitro, descobriu que teria que dar sete minutos de acréscimos ao tempo regulamentar, do segundo tempo, e alguém, na minha sala, creio que o Ralph, filho mais velho: "Sálvio diz que o acréscimo de tempo em excesso pune o árbitro". Que nada, sete minutos foi mortal não para o árbitro e sim para Renê, que recebeu uma bola do goleiro Gabriel, aliás muito mal treinado para este tipo de lance, devolveu para o reserva de Diego Alves, que se complicou e errou a devolução.
Bola alçada na área e Renê, olha ele outra vez, errou o "bote" e Alê empatou o jogo e nada mais poderia ser feito, um escanteio pessimamente cobrado por Andreas, e fim de jogo. Castigo ou prêmio?
Um empate que devolve ao Atlético Mineiro e ao Palmeiras a diferença sobre o Flamengo na soma geral dos pontos na classificação do Brasileirão. Se hoje pela manhã o Flamengo só dependia de suas vitórias, tudo voltou ao que era e novamente terá que ligar a "secadora".
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