Dizem, os analistas modernos, que o Palmeiras jogou uma partida taticamente perfeita e que fez exatamente o que o treinador preparou, como armadilha, para o Atlético Mineiro. Eu, que não sou analista e sim um amante do futebol bonito e bem jogado, disse ontem, a um palmeirense amigo meu, que o Porco jogou como um time pequeno, se baseando na força, na raça e na vontade de Felipe Melo mostrar serviço às vésperas do final de uma era vivida em turbilhão com o Palmeiras.
Sim, o Palmeiras foi o espelho de Felipe Melo em campo, muita entrega, vontade de superar um time superior individualmente e pior no coletivo, e do outro lado, no banco de reservas, um treinador sem plano tático e que não sabia o que fazer para ultrapassar o bloqueio defensivo programado pelo português Abel Ferreira, que tinha dentro do gramado um representando fiel ao seu planejamento, Felipe Melo, o melhor nome do jogo e merecedor de todos os elogios pós partida mesmo daqueles, que como eu, não curte o seu jeito de jogar e de ser em campo.
Cuca foi um fiasco, como havia sido na decisão da Libertadores do ano passado, contra este mesmo Abel Ferreira, no Santos, ele não soube sair da armadilha e, no momento crucial da partida, que seu time não sabia mais o que fazer para reverter o empate, com gols, que dava a vaga na final ao adversário, trocou seu melhor jogador e capitão do time, o argentino Nacho Fernandes, pelo ex-jogador em atividade, zagueiro, Réver, para tentar, no ataque, as cabeçadas em um possível cruzamento pelos flancos.
Não deu certo, e não daria mesmo, e só não perdeu a partida porque os jogadores do Palmeiras não souberam transformar em gols as chances oferecidas pelo Galo.
Justa a ida a final? No todo não, mas por ontem o castigo para Cuca foi merecido.
O momento atual do Atlético era melhor, mas não confirmou, na prática, essa suposta superioridade. Acho que ciente que o Galo era "mais" favorito no confronto, o português resolveu esperar em seu campo, oferecendo a bola ao adversário, e conseguir o objetivo principal que era o gol, principalmente no jogo de ontem, num erro ou saindo em contra ataque. Concordo com o amigo que o time se apequenou, mas em um jogo decisivo algumas estratégias precisam ser levadas em conta. As circunstâncias de jogos eliminatórios são bem diferentes de uma disputa por pontos corridos. As exceções existem, é claro, e o Flamengo de 2019 nos mostrou isso com muita qualidade e um técnico determinado em praticar um futebol ofensivo e de forte poder de marcação, que se iniciava na saída de bola do adversário e sufocava o mesmo. Acho que tão cedo não veremos mais isso por aqui, o que é uma pena. Abraços
ResponderExcluirPerfeito, Tadeu, traduziu com competência o momento do nosso futebol. Abraço
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