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Acreditem: Vi e gostei do que vi

 Brasil x Uruguai sempre foi um clássico aguerrido, as vezes violento, cheio rivalidade e disputado palmo a palmo como se fosse o título do mundo que estivesse em jogo. E por isto parei para ver o jogo e larguei de lado o filme que havia preparado para assistir neste horário do futebol na Globo, ao lado de Marina, minha esposa. 

E não é, de tanto eu falar neste místico jogo, que ela resolveu pedir para deixar na Globo pois queria assistir a partida? Pois é... então não teve mudanças, vi o jogo e confesso que fiquei decepcionado com o que vi, pelo menos no primeiro tempo, quando prestei atenção no que rolava nos gramados da Arena Pantanal. 

Minha decepção não foi com o futebol da seleção de Tite, muito pelo contrário, gostei muito do jeito de jogar do time e até de Neymar, no primeiro tempo, antes do brilho de Raphinha no jogo, sim, depois que o jovem atacante do Leeds United começou a fazer bonito Neymar resolveu prender a bola e se tornou o irritante de sempre, mas fez um grande jogo, diga-se de passagem.

Minha decepção foi com o time do Uruguai, que foi presa fácil do Brasil e não esboçou qualquer reação que pudesse evitar o baile, o sufoco, o domínio e a defesa Celeste parecia até destes times de segunda divisão quando enfrentam os grandes, seus jogadores ficam admirando os ídolos e se perdem no jogo. 

Minha decepção foi com Cavani e Suares, dois dos maiores atacantes do mundo e eu, juro que é verdade, só vi o Luizito em campo na hora da cobrança, excelente por sinal, da falta que originou o gol dos uruguaios, que cobrança perfeita. Mas tudo tem a ver com a boa postura do time em campo e não vamos menosprezar a vela vitória do time de Tite que, pela primeira vez em muito tempo, me agradou e não me aborreceu. 

Ah! Em tempo: Marina me perguntou, na metade do jogo, se aquele número 19 era o Michael, do Flamengo. É, pode ser, bem parecido. 

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