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Mostrando postagens de março, 2023

E na vitrola o som de Johnny Rivers

    Sei lá, acho que lá se vão cinquenta anos ou mais daqueles bailes nas varandas das nossas casas, lá na Terrinha. Os garotos já estão com netos quase na idade daquela que tínhamos e o som que ouvíamos hoje não cai muito bem no gosto da moçada moderna. Uma Sonata, que ainda deve ter por aí alguma para matar a saudade, resolvia o problema e os compactos, simples ou duplos, ou LPs faziam as duas ou três horas de dança sem maldade, sem culpa e, as vezes, rolava um rostinho colado e nada mais. Tempo de felicidade pura, de simplicidade e de música de qualidade em nossas reuniões. A nossa varanda, na casa em frente a Prefeitura, era uma das preferidas da turma, ali perto, no Seu Neném Braga, era outro território aprovado pela rapaziada, Seu Noqueta, mais embaixo um pouco, também permitia os nossos bailinhos que na cidade, em todos os bairros, virou febre e era comum receber um convite para dançar nas casas dos amigos ao som de Trini Lopes e suas guarânias como La Bamba e o famoso ...

Figuras típicas da "terrinha"

  O Erasmo Tostes conta  muito bem deste assunto, em seu livro,  mas é preciso reviver também alguns nomes incríveis da cidade, como o Adão, o  Paraoquena, um negro valente e trabalhador, que quando tomava além da cota, mistrurada aos remédios controlados que tomava,  saía pelas ruas a correr e a brigar com quem lhe ofendesse.  A ofensa, entendida pelo Adão, era um simples “Paraoquena pé de pato, comedor de carrapato”.  Outro simplório tipo era o Raul, dono de uma voz bonita e de uma cabeleira grisalha e alinhada. Raul, conhecido também por Juquitinha, era outro que se empombava com os gritos da garotada, mas jamais correu atrás de alguém ou tentou agredir quem quer que seja, apenas se aborrecia e deixava de lado aquele que não gostasse de ouvir o seu cantar. Foram tantos personagens que marcaram nossa infância e juventude, que poderia ser transcrito em quatro ou colunas semanais. Joel do Hospital, tão bem descrito pelo médico Carlos Sérgio Barbuto em ...

O Papo é de... andanças

  Meu afilhado, Jonathas Morgades me escreve, lá no Instagran, dizendo que precisa ouvir minhas histórias e meus causos. Isto me deixou feliz, afinal um jovem quer ouvir as histórias e os causos de um "coroa" e este coroa não é um qualquer, ele andou por muitos lugares e, realmente, tem muitas histórias para contar aos mais novos e ensinar, quem sabe, o caminho a ser traçado por eles.  Esta semana eu conversei muito com meu guru, José Maria de Aquino, e entre um papo de bola, de viagem e de vida ouvi dele: - Você, se tivesse nascido nos anos 80, teria um caminho bem legal, não que o seu traçado não tenha sido bacana, mas você é de uma geração que o músico, era de alto nível, o boleiro, de grande nivel, e o jornalismo só tinha gente de grande qualidade e você, com este seu potencial, não teve a chance porque estava concorrendo com pessoas do mesmo naipe seu e com a vantagem de estarem na capital.  Pois é, meu conterrâneo, um dos grandes médicos da Região Sul Fluminense, Lu...