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O Papo é de... andanças

 

Meu afilhado, Jonathas Morgades me escreve, lá no Instagran, dizendo que precisa ouvir minhas histórias e meus causos. Isto me deixou feliz, afinal um jovem quer ouvir as histórias e os causos de um "coroa" e este coroa não é um qualquer, ele andou por muitos lugares e, realmente, tem muitas histórias para contar aos mais novos e ensinar, quem sabe, o caminho a ser traçado por eles. 

Esta semana eu conversei muito com meu guru, José Maria de Aquino, e entre um papo de bola, de viagem e de vida ouvi dele: - Você, se tivesse nascido nos anos 80, teria um caminho bem legal, não que o seu traçado não tenha sido bacana, mas você é de uma geração que o músico, era de alto nível, o boleiro, de grande nivel, e o jornalismo só tinha gente de grande qualidade e você, com este seu potencial, não teve a chance porque estava concorrendo com pessoas do mesmo naipe seu e com a vantagem de estarem na capital. 

Pois é, meu conterrâneo, um dos grandes médicos da Região Sul Fluminense, Luiz Paulo Coimbra, me disse certa vez, quando ele foi a "terrinha' receber o título de Miracemense Ausente, título que eu recebi, das mãos do prefeito Ivani Samel, em 1995 e muito me orgulho dele. Mas o Dr Luiz Paulo me disse, ao lado do seu pai, Eli Coimbra: - Adilson, você é o cara que eu sempre queria ser, dançava muito bem, era um músico excelente e um craque do futebol, e estas três coisas eu sempre quis fazer e não conseguia, e por isto olhava você com olhar de fã e admirador. 

Eu agradeci, com um pouco de orgulho, ou muito? Pode ser muito, pois quem falava comigo era um homem vitorioso em sua profissão, médico, e com um prestígio em Volta Redonda muito maior do que o de qualquer outro de sua geração, que é a que veio depois da minha lá na nossa Miracema. 

Assim, Jonathas, tenho realmente muito a contar, muito a dizer para você, meu afilhado, e para os mais jovens, que sonham em seguir um caminho visando um futuro bem legal. Se na música, no futebol e no rádio eu não conquistei o mundo, pelo menos o jornalismo e o meu Banerj, me deram a chance de conhecer o mundo através das viagens que realizamos, eu e Marina, desde que nos aposentamos. 

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