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Os velhos carnavais? Só na lembrança

  A chamada segunda-feira de carnaval, é um daqueles dias em que o movimento é menor, sempre foi assim, a agitação fica um pouco de lado e dá tempo para refletir o que se fez ontem no dia mais esperado do ano, o Domingo de Carnaval. 

Bem, este comentário seria o primeiro parágrafo de um "pitaco" sobre o Carnaval em décadas atrás, e, claro, de um folião ativo e exausto com o que viveu e vivenciou no dia anterior a esta segunda-feira de ressaca de um carnaval que pegava fogo em qualquer canto deste país, antes da intromissão da música baiana, que é excelente diga-se de passagem, mas não era para tomar conta do país assim, de supetão e na força da mídia eletrônica. 

Nem vou dizer que sou do tempo das marchinhas, tenho histórias bem legais dessas músicas nos tempos de criança, adolescente e até mesmo já adulto no Clube XV, lá na minha Miracema, quando as músicas eram divulgadas por todas as emissoras de rádio do Rio e sabíamos, de cor, as letras e o andamento de todas elas. 

Hoje, segunda-feira, naquela de ficar em casa, pretendo viajar e é preciso poupar, assisti, acabei agora, a todo o desfile da madrugada de segunda-feira (eles dizem que é o desfile de domingo) e, confesso empolgado, gostei de tudo que vi, porém, tem sempre um porém, a Mangueira me empolgou e se não estiver entre as três melhores é porque, como diriam os boleiros, tem armação na "arbitragem". 

Claro que não dá para comparar com os desfiles lá da minha Miracema, um infinito separa as duas cidades e os dois desfiles, mas a empolgação é quem manda, por lá, na minha "Terrinha", quando a Unidos no Samba e Na Cor passava eu me arrepiava, mas quando a Chacrinha entrava na Marechal Floriano eu me pegava enxugando as lágrimas de emoção. 

Um dia inventaram de fazer uma escola de samba no Clube XV, a Unidos de Todas as Cores, e foi um esplendor, me vi puxando samba, saindo como passista e coisa e tal, mas, assim como a Escola do Paraíso de Tobias, Arco Íris, foram dois sonhos que não se tornaram realidade.


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