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Papo de Botequim - No tempo de quarentena

 Este meu blog, que está no ar há mais de dez anos, tem o sugestivo nome de "Papo de Botequim" porque foi num destes estabelecimentos, que frequento desde que nasci, que me deu suporte para ótimas conversas, excelentes prosas e foi num destes lugares que me aperfeiçoei em crônicas do cotidiano. 

Nestes setenta e três dias sem uma boa prosa de boteco, só amenizados pelas conversas em vídeos, como no sábado passado, quando eu e os Mottas, Cacá e Marco Aurélio, ao lado do Zé Mario, tivemos nosso momento de buteco através das telas dos celulares, sim, havia cerveja à mesa, mas confesso que foi bom porém, tem sempre um porém, não foi como ao vivo e em cores nos botequins da vida. 

No meio da semana que passou liguei para o meu lugar favorito, em Campos, onde passo ótimos momentos ao lado de grandes amigos, o Armazém do Lenílson, e é o Ninil quem me abastece com as compras do dia a dia e da cerveja nossa de todos os dias, atualmente só nos finais de semana, e pedi a ele a lista do dia, inclusive uma vassoura. 

E, para minha surpresa, não foi o Claudinho a fazer a entrega, era o próprio Lenílson o entregador da vez. Perguntei pelo Claudinho e a resposta foi rápida e agradável. - Estava com saudade do amigo, há mais de dois meses que não o vejo, só nos falamos ao telefone, disse ele, completando... quando você pediu uma vassoura eu lembrei... vou pegar uma e ir voando até o prédio do Adilson e dar um abraço, imaginário, no amigo. 

Obrigado, Lenílson, você é dos meus amigos de fé e companheiro leal, como muitos outros que falo durante este período de "seca" de abraços e papos, como o João Batista Alves, o nosso querido João do Ulisses, que me proporcionou um dedo grande de prosa, também no sábado, como o Sefinho, o Tadeu Miracema e o Zé Luis da Silva, todos devidamente conversados no sábado da tarde até a noite, e foi um dia bem produtivo, sem depressão, sem angústia ou saudade e com muita amizade envolvida. 

Sim, o sábado foi de grandes prosas e fui obrigado a carregar a bateria do celular em duas oportunidades pois falei com meus caros amigos das 14h até às 23h já que o papo do sábado foi arrematado com as primas Angélica, Cláudia e Deise, esta lá no Piauí morrendo de saudades de todo mundo. 

Pois é, quem reúne amigos, como eu, não fica isolado ou se sente abandonado, muito obrigado amigos, por vocês terem me ouvido e espero ouvir de vocês... "amigo é para estas coisas". 

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