Este "causo verdade" tem nomes dos personagens e o Chico Anysio jurou ao Jô Soares que é verdadeiro e estava para ser colocado em uma coletânea de casos do futebol que ele pretendia transformar em um livro. Não sei se conseguiu ainda, em vida, mas se for verdade seria bom algum editor procurar a família pois deve ter histórias tão interessantes como esta que contarei aqui para os amigos do blog.
O pênalti atrasado - Chico contou que foi fazer um jogo em Seropédica, Baixada Fluminense, com a Rádio Guanabara, uma decisão de campeonato regional entre Seropédica, que era comandado por um "xerife" do lugar, segundo Chico Anysio um bicheiro famoso, e o adversário era o time de Itaguaí, que chegou ao local disposto a fazer um bom jogo, e o árbitro era o famoso Amilcar Ferreira, por longos anos do primeiro quadro da FFF (Federação Fluminense de Futebol).
Nada do jogo começar e o "xerife" foi tirar satisfação com Amílcar, que já atrasou o jogo por meia hora e dizia: "só começo o jogo após a polícia, que pedi, chegar no local". - Pode começar, já chamei o policiamento e em dez minutos estarão por aqui.
O jogo começou e muito esquentado, ataque do Itaguai chegando perto do gol e antes dos dez minutos o zagueiro do Seropédica salvou um gol, a bola estava entrando, com a mão e a reclamação foi geral. "Estava encoberto e não vi", segue o jogo.
Dois minutos depois chega o policiamento e cerca todo o gramado, segurança total para Amílcar Ferreira. Tiro de meta cobrado e no meio campo o centroavante domina no peito e ele, árbitro, marca pênalti e corre para área do Seropédica.
- Foi no peito e no meio campo, como é que dá um pênalti destes? Reclamou o capitão.
- Eu não marquei este lance, e sim aquele que você tirou com a mão, de dentro do gol, e não havia policiamento no estádio. Entendeu? Bola na cal e gol do Itaguaí. O resto ele não contou.
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