Uma das máximas do futebol é "o jogo só termina quando acaba", e uma outra ,"treinador sem sorte não vinga". E hoje, nos trinta minutos da prorrogação da final do futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio, estas duas pérolas se confirmaram reais aconteceram e fizeram do Brasil o Bi-Campeão Olímpico da modalidade.
Vi um jogo diferente daquele visto pelos analistas do Twitter ou dos comentaristas de plantão nas redações dos veículos de mídia esportiva deste meu Brasil. Vi um jogo igual, com o time brasileiro melhor em alguns minutos e dominado em outros, e li, ouvi e vi alguns analistas criticando André Jardine, que não mexia no time e deixava o jogo seguir sem alterações.
Cheguei a trocar ideias com alguns deles dizendo que o técnico esperava o momento certo de dar o seu "bote" nos espanhóis. "Jardine é da escola de Rogério Ceni, gosta de mudar o time", "Jardine é teimoso como uma mula", diziam os comentaristas de plantão. Eu, que não acompanhei nada, mas sabia que os jogadores do banco eram velozes e inteligentes, sabia que poderiam ser aproveitados no momento certo do jogo.
E foi o que aconteceu, André Jardine mudou em massa na prorrogação e pegou a Espanha cansada, se perdendo nos ataques pelos flancos, e por ali Maicon, que entrou no intervalo da prorrogação, correu mais do que o zagueiro e marcou o gol que deu a vitória a medalha de ouro para o treinador que acreditou em suas ideias.
E aí? As duas pérolas estão certas? O jogo só acabou quanto terminou e o treinador realmente é um cara de sorte, além de estudioso e com competência comprovada. Pelo menos é minha opinião.
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