As redes sociais, nos dias atuais, estão mais para aborrecimentos do que divertimentos. Mas, vez ou outra, aparecem postagens interessantes — algumas cheias de charme, outras, como a que comento agora, inteligentes e divertidas. Pergunta o autor do texto: “Você já foi um pão?” E o que seria um “pão”? Explico. Eu, por exemplo, nunca fui chamado por este adjetivo — e aqui é adjetivo, sim senhor, sim senhora. “Pão”, naquele tempo, era o menino bonito, o rapaz vistoso, o sujeito com pinta de namorado certo para a garota que assim o chamava. Principalmente quando ele chegava perfumado — primeiro com Lancastar, porque Azzaro veio depois e já era perfume para os mais abastados — calçando um Vulcabrás e, nos dedos, um anel de brucutu. Aí, além de pão, virava um belo broto. Dançar nas garagens, naqueles bailinhos — disso já contei muito por aqui — era quase um ritual. E dançar ao som de uma Sonata, ouvindo Trini Lopez ou The Beatles , sem jamais cogitar deixar rolar Waldick Soriano ou Teixeir...
Papo de viagens, causos da "terrinha" e histórias da vida.