A CBF deixou de lado o equilíbrio dos jogos e marcou para hoje, sábado (16/10) dois jogos daqueles chamados nos bastidores do futebol de "meia boca", ou seja, com jeito de não levar ninguém para o sofá caso tenha outra coisa a ser feita no sabadão à noite.
Eu, por exemplo, em dias normais não deixaria um barzinho e um bom papo com amigos para assistir Chapecoense x Fortaleza, às sete horas e em seguida emendar com América x Bahia, às nove da noite.
Ca ra, quando eu te conheci não sabia sequer falar corretamente, era trazido pelo Nijel ou pelo Alvinho, hoje estou aqui, já grandão, falando sobre você, sobre você e praticamente conversando com você, que durante alguns anos me deu um punhado de alegrias. Alguém falou em tristeza? Não, jamais fiquei triste ao lado deste velho moço, que está recebendo nova roupa e se porta como se tivesse novamente poucos meses de vida. Quantas vezes cheguei aqui solitário, falando baixinho para você, que um dia seria famoso e jogaria em um grande time brasileiro? Quanta ilusão. Você não respondia. Ficava calado. Seu silêncio parecia prever que nada disto aconteceria. Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho, que cracaço, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo do futebol, viu nascer a geração Rink, lideradas pelo incrível, e gordo, Chiquinho Maracanã, viu nascer o Tupan, onde o meu velho pai, Zebinho, jogava ao lado de craques como Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros da geração anos 20, nã...
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