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"Causos" do Chico Anysio na versão do Blogueiro - O pênalti atrasado

Este "causo verdade" tem nomes dos personagens e o Chico Anysio jurou ao Jô Soares que é verdadeiro e estava para ser colocado em uma coletânea de casos do futebol que ele pretendia transformar em um livro. Não sei se conseguiu ainda, em vida, mas se for verdade seria bom algum editor procurar a família pois deve ter histórias tão interessantes como esta que contarei aqui para os amigos do blog.  O pênalti atrasado - Chico contou que foi fazer um jogo em Seropédica, Baixada Fluminense, com a Rádio Guanabara, uma decisão de campeonato regional entre Seropédica, que era comandado por um "xerife" do lugar, segundo Chico Anysio um bicheiro famoso, e o adversário era o time de Itaguaí, que chegou ao local disposto a fazer um bom jogo, e o árbitro era o famoso Amilcar Ferreira, por longos anos do primeiro quadro da FFF (Federação Fluminense de Futebol).  Nada do jogo começar e o "xerife" foi tirar satisfação com Amílcar, que já atrasou o jogo por meia hora e diz...

"Causos" do Chico Anysio em versão do Blogueiro - O Reporter Leigo

   Às vezes, com minha criatividade estando em baixa, recorro aos gênios para buscar uma crônica e fazer dela uma bela postagem para os amigos, e hoje fui buscar em um gênio que é unanimidade, Chico Anísio, que tem vários "causos verdades" e estes dois ele jura que aconteceram e até citou um personagem muito conhecido pela turma da velha guarda do nosso alegre futebol, que vocês saberão no segundo "causo", que de acordo com Chico Anysio são mesmos verdadeiros.  O repórter leigo - Esta texto, como o outro abaixo, pode ter acontecido em qualquer lugar deste país do futebol, e Chico conta que, na Rádio Iracema, não confundir com Miracema, por favor, montaram uma equipe de esportes para cobrir o campeonato de Maranguape, lá no Ceará, e na estreia não havia, além do narrador e do comentarista, que trabalharam no jogo principal, um elemento para cobrir o outro jogo da tarde, no lado Norte da cidade e então chamaram um locutor noticiarista para fazer o trabalho.  E é nesta...

A Bola

  A BOLA definição do Google:  A bola é um objeto utilizado para lazer de uma pessoa em diversos desportos. A bola, mais usada no Brasil,é esférica, porém... tem sempre um porém, pode ter outras formas como no futebol americano.  A bola pode ser oca e repleta de ar, como a bola de futebol, ou sólida como a de bilhar ou de golfe.No meu tempo de guri, lá na minha Miracema, a bola era de meia, recheada de pano ou algodão, e era pequenina, mas corríamos atrás dela, na rua que era uma descida, sem medo de ser feliz e, muitas vezes, realizando sonhos de bonitos dribles e belos gols. Na minha juventude a bola já era redondinha e feita pelos sapateiros da cidade, principalmente o seu Deoclides, que trabalhava para todos os times com seu auxiliar Nogueira, vindo de Laje do Muriaé.  Se molhasse na chuva um abraço, um peso incrível, que se misturado com o peso da camisa suada, da chuteira, também feita por ele e com couro que sobrava dos sapatos, não muito finos, confeccionados...

Amigos para sempre

  Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves dentro do coração, assim dizia a canção e foi o que fiz, guardei minhas amizades e por longos e longos anos, tranquei o peito e joguei a chave fora, e, como num filme italiano, daqueles chorosos com Mastroianni ou Cardinalli, vivi a sensação de rever todos estes amigos arquivados no chip da memória e guardado no cofre do coração. A festa do reencontro já estava no número cinco e eu, sem tempo na agenda, ainda não havia comparecido a nenhum, apenas visualizava as fotos, dos quatro anteriores, lia comentários dos anfitriões, organizadores e participantes e me sentia cada dia mais com o peito apertado e a saudade aflorada na alma. Quem cantava chorou, ao ver o amigo partir, volto a Canção da América, do Milton Nascimento e Fernando Brant, para relembrar, em uma só pincelada, todos aqueles que estavam aqui no peito e se foram, deixando dor e saudade para a família e os amigos. E então, por que adiar ainda mais a necessidade de reve...

Sonhar com ídolos faz chorar

  Esta noite eu tive um sonho, bem legal, que me fez levantar no meio da noite, aquilo que a gente chama de madrugada, e sentar rapidamente na cama, pegar o notebook e escrever rapidamente sobre ele, se demorasse um pouco mais esquecia o que sonhei e não colocaria no papel o que rascunhei logo após acordar suado e dando gritos de gol, que espantaram Marina e até mesmo Gisele, que estava em seu quarto, de portas abertas porque o calor aqui em Belo Horizonte é forte e quase insuportável.  O que sonhou?  Pergunta Marina espantada com minha alegria e minha cara de choro, isto mesmo, um misto de tristeza, que me levava ao chorinho, não o ritmo, mas um choro pequeno de um quase ancião alegre com o que sonhava e acordava sabendo que tudo aquilo realmente não passava de um sonho mas que poderia ter sido realidade.  Sim, poderia ter sido realidade se eu tivesse nascido pelo menos uns cinco anos antes de 1950, poderia ter sido realidade também se Braizinho tivesse vivido na mi...

Cinquenta anos em cinco horas

  Um hiato de praticamente cinco décadas foi interrompido na noite de sexta-feira (13 de janeiro), na cidade de Nova Lima/MG, quando meu velho e querido companheiro Antonio de Padua Bastos Souto resolveu botar fim neste jejum de encontros e de papo.  Antônio soube, através de seu primo Zé Souto, que eu estaria em sua  cidade neste período e me ligou, insistentemente, exigindo que eu fosse a sua casa para um lanche e para cinco dedos de prosa, realmente um dedinho apenas, como dizem os mineiros, não seria suficiente para colocar a casa em ordem e contarmos para sua esposa, Gecilda, tudo aquilo que vivemos nos anos 60 lá na nossa terrinha.  Lembramos dos bailinhos das varandas, do medo dos amigos quando chegavam na casa das namoradas, sem os "sogros" saberem, certo Dia Faver? Contamos as aventuras pelas ruas da cidade ao lado dos amigos motorizados, das boas loucuras juvenis e dos bailes maiores, nos Grêmios dos colégios Miracemense e Nossa Senhora das Graças.  Pa...

Cantata de Natal

    Qual presente de Natal você gostaria de ganhar neste 24 de dezembro? Não venham com a lógica e politicamente correta resposta de paz, saúde e harmonia, isto é coisa de se querer diariamente e não apenas em uma noite, não me venha com aquele presente impossível, tipo um carrão ou uma viagem internacional que não cabe no seu orçamento. Tudo isto é ilusão de uma Noite de Natal. Na Cantata de Natal das Meninas de Miracema e seus amigos, recebi um belo presente de final de ano, ouviram só, presente de final de ano e não presente de Natal, vi amigos que não via há alguns anos, revivi momentos gloriosos de minha infância, o lugar (Jardim de Miracema) é especial para todos os que prosearam por lá e as recordações foram eminentes. Com Paulinho Leitão e Ronaldo Leitão Carvalho viajei aos anos 50/60 para falar do Jardim de Infância, comentar as grandes atividades no Coreto, recordar as peladas do Rink e das famosas descidas nas cascas de palmeiras no morro da Igreja Católica. Sei lá,...